Défice comercial da Alemanha com a China aumenta para 55 mil milhões de euros
A China continua a ser o maior parceiro comercial da Alemanha, mas compra menos produtos alemães e vende mais. A relação deixou de ser apenas um motor de exportações e passou a testar a competitividade industrial europeia.
A balança mudou rapidamente
As exportações alemãs para a China recuaram mais de 12% no primeiro semestre, para menos de 37 mil milhões de euros. As importações vindas da China cresceram 8,9%, para 91,8 mil milhões. O défice alemão aumentou de 40 mil milhões para cerca de 55 mil milhões de euros em apenas um ano.
China desce de segundo para nono mercado
Em 2021, a China era o segundo maior destino das exportações alemãs. Em 2026 passou para o nono, atrás de economias muito menores como a Áustria e a Suíça. Empresas chinesas substituem importações por cadeias domésticas, enquanto fabricantes alemães produzem cada vez mais dentro da própria China.
O problema europeu é competitividade
A indústria alemã enfrenta ao mesmo tempo tarifas norte-americanas, concorrência chinesa e cortes de emprego em empresas como a Volkswagen. A subida das exportações totais alemãs mostra que ainda existe procura externa, mas a perda no mercado chinês sugere que tecnologia, preço e velocidade industrial se tornaram desvantagens estruturais.
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