Coreia do Sul quer deslocar uma base militar para acelerar um polo de chips
A corrida aos chips já está a reorganizar território, energia, transportes e infraestruturas públicas. O plano mostra também a escala da aposta sul-coreana: centenas de milhares de milhões para proteger a liderança industrial.
Uma base no caminho da expansão
O presidente Lee Jae Myung pediu ao Ministério da Defesa que transfira temporariamente as funções da base aérea militar de Gwangju para outra instalação até meados de 2028. O objetivo é acelerar a construção de um novo polo de fabrico de semicondutores no sudoeste do país.
Um plano superior a 576 mil milhões de dólares
A iniciativa integra os planos anunciados em junho que envolvem mais de 576 mil milhões de dólares e a expansão da Samsung Electronics e da SK hynix. O terreno escolhido cobre 8,3 milhões de metros quadrados, tem boas ligações de transporte e já se encontra nivelado.
A soberania tecnológica ocupa espaço físico
Fábricas avançadas precisam de grandes áreas, energia estável, água, fornecedores e acessos logísticos. A decisão mostra que a política industrial dos chips deixou de ser apenas um programa de incentivos e passou a competir diretamente com outros usos estratégicos do território.
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