Surto de Ébola no Congo ultrapassa 2.500 mortos

A maior epidemia de Ébola da história congolesa em número de casos combina uma variante sem vacina aprovada, serviços de saúde frágeis, falta de financiamento e ataques contra equipas médicas.

A epidemia cresce mais depressa do que a resposta

Mais de 2.500 pessoas morreram e o surto espalha-se por uma área maior do que França, segundo o coordenador das Nações Unidas para o Ébola. É a 17.ª epidemia registada no país e já ultrapassou o surto de 2018 a 2020 em número de casos.

A variante Bundibugyo limita as ferramentas disponíveis

O surto é provocado pela espécie Bundibugyo do vírus, para a qual não existem vacinas ou tratamentos aprovados especificamente. Cerca de 160 profissionais de saúde foram infetados e 43 morreram, reduzindo ainda mais a capacidade de acompanhar contactos, diagnosticar cedo e tratar doentes.

Conflito, desinformação e falta de dinheiro agravam a crise

As equipas enfrentam ataques a ambulâncias e instalações médicas, alimentados por medo e teorias falsas. A ONU alerta ainda que os fundos disponíveis podem esgotar-se em poucas semanas. A situação exige uma resposta internacional reforçada, mas não confirma uma ameaça imediata para a Europa.

Fontes originais

Ler na ReutersLer na Nações Unidas

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