Seis meses de guerra com o Irão mantêm Ormuz e a economia mundial sob pressão
O conflito que Washington previa resolver rapidamente transformou-se num impasse. Uma deslocação do primeiro-ministro do Qatar a Teerão alimenta esperança de mediação, mas o tráfego marítimo permanece muito abaixo do normal.
O Irão está enfraquecido, mas não derrotado
Ataques norte-americanos e israelitas destruíram navios, sistemas de defesa aérea e parte da capacidade militar iraniana. Teerão conserva, no entanto, drones e mísseis e continua a conseguir atingir navios e instalações militares na região.
Ormuz permanece a principal alavanca económica
A navegação visível no estreito aumentou ligeiramente, mas continua abaixo da média recente. A passagem condicionada afeta petróleo, gás natural liquefeito, seguros marítimos e custos logísticos, transmitindo a guerra para consumidores e empresas muito longe do Médio Oriente.
A mediação faz o petróleo recuar
A expectativa de conversações entre o Irão e o Qatar ajudou o Brent a cair pelo quarto dia consecutivo, para perto de 87 dólares por barril durante a manhã. O movimento mostra que o mercado responde a qualquer sinal de abertura, embora ainda não exista um acordo capaz de normalizar a passagem.