Habitação adia independência dos jovens no Luxemburgo para perto dos 27 anos
O atraso não é apenas uma escolha familiar. Rendas elevadas, entrada inicial e condições bancárias transformam a autonomia num problema económico que afeta consumo, formação de famílias, mobilidade profissional e retenção de talento.
Luxemburgo ultrapassa a média europeia
Os jovens residentes deixam o agregado familiar aos 26,9 anos, contra 26,2 na União Europeia. Em França, a média é 23,8 anos; na Alemanha, 24,1; e na Bélgica, 26,2. O Luxemburgo afastou-se do padrão registado há cerca de uma década, quando a saída acontecia mais cedo.
O mercado imobiliário tornou o primeiro passo mais difícil
A RTL associa a mudança à crise da habitação e cita dados do portal Immotop segundo os quais os preços aumentaram mais de 60% numa década. Mesmo com um emprego estável, muitos jovens não conseguem suportar renda, garantias ou a entrada necessária para comprar casa.
A crise passa da habitação para o mercado de trabalho
Adiar a independência altera decisões sobre emprego, família e consumo. Para o Luxemburgo, o custo também aparece na dificuldade de atrair jovens profissionais que comparam salário líquido com alojamento disponível. A oferta de habitação acessível torna-se, por isso, uma política económica e de competitividade.
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