IA muda os contratos tecnológicos: clientes querem resultados, não horas
A mudança atinge o modelo económico da subcontratação tecnológica: se a inteligência artificial reduz horas, cobrar por tempo deixa de alinhar fornecedor e cliente. O risco passa para quem promete produtividade futura antes de conhecer os custos reais.
O preço passa a depender do resultado
Tata Consultancy Services, Infosys, Wipro, HCLTech e Cognizant estão a substituir contratos baseados em horas por pagamentos ligados a eficiência e resultados. Cerca de 80% dos contratos da TCS em finanças, recursos humanos e outros serviços empresariais já usam métricas de desempenho, segundo o presidente executivo citado pela Reuters.
Clientes exigem o mesmo trabalho por menos 25% a 30%
A Persistent Systems afirma que alguns clientes pedem reduções dessa dimensão, entrega mais rápida e produtividade superior. Ao mesmo tempo, empresas levam tarefas para dentro e preferem projetos-piloto curtos. O índice indiano de tecnologia perdeu cerca de um quinto em 2026 e as dez empresas que o compõem eliminaram 73 mil milhões de dólares de valor bolsista.
Prometer ganhos excessivos pode destruir margem
Alguns concorrentes assumem melhorias de produtividade de 70% a 80% durante cinco a sete anos e garantem preços apesar da subida dos chips. A Tech Mahindra considera essas propostas irracionais; a Infosys diz ter recusado contratos sem viabilidade económica. A inteligência artificial reduz trabalho, mas não elimina computação, integração, validação e responsabilidade.
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