Interpol encontra utilização de IA em 55% dos casos de cibercrime observados em África

O número não significa que 55% de todos os ataques no continente sejam autónomos. Mede os casos reportados no inquérito da Interpol em que a IA apareceu em alguma capacidade — uma distinção essencial para compreender o risco sem o exagerar.

O que o relatório realmente mede

Segundo o African Cyberthreat Assessment Report 2026, 55% dos casos de cibercrime observados em 2025 pelos países participantes envolveram IA em alguma capacidade: 47% ocasionalmente e 8% frequentemente. A formulação é mais estreita do que dizer que mais de metade de todos os ciberataques em África foram executados por agentes autónomos.

Fraude mais rápida e convincente

A IA é usada para automatizar reconhecimento e phishing, criar áudio e vídeo falsos, gerar identidades sintéticas que tentam contornar verificações KYC e adaptar mensagens a vítimas específicas. O relatório também descreve malware experimental capaz de alterar o próprio código, embora parte destas técnicas ainda não esteja disseminada em grande escala.

A defesa continua demasiado manual

Apenas 8% dos analistas de inteligência inquiridos tinham conhecimento avançado de IA e 92% das agências apontaram falta de especialização técnica como principal barreira. Para empresas, a resposta imediata é combinar MFA, confirmação por um segundo canal, formação contra deepfakes e monitorização automatizada de comportamentos anómalos.

Fonte original

Ler na INTERPOL

PARTILHAR

Vale a pena passar adiante?