Mercado obriga a Reserva Federal a defender a sua credibilidade
Quando os investidores duvidam do combate à inflação, exigem um prémio maior para financiar o Estado — e esse custo espalha-se pela economia.
O que aconteceu
Alberto Musalem, presidente da Reserva Federal de St. Louis, afirmou ao Financial Times que a venda de títulos do Tesouro mostra a necessidade de a Fed reforçar a credibilidade no combate à inflação. Musalem, que não vota este ano no comité de política monetária, defendeu uma subida gradual de 0,25 pontos percentuais. A Fed manteve os juros, mas três dos 12 membros votaram por um aumento imediato. Os juros das obrigações a 30 anos ultrapassaram 5,2%, atingindo um máximo de 19 anos.
Porque importa
Quando os investidores duvidam da determinação de um banco central, exigem juros mais elevados para financiar o Estado a longo prazo. Isso aumenta o custo das hipotecas, do crédito empresarial, da dívida pública e de investimentos em infraestrutura, incluindo centros de dados. A Fed enfrenta um equilíbrio difícil: subir demasiado depressa pode travar a economia; esperar demasiado pode consolidar a inflação.
O que acompanhar
Os próximos dados de inflação e emprego, a decisão da Fed em setembro, a evolução dos juros a 10 e 30 anos e o impacto sobre o crédito imobiliário e o investimento empresarial.
Fonte original
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