Bolsas caminham para a pior semana desde julho com juros e petróleo elevados
A recompra de obrigações pelo Tesouro norte-americano trouxe apenas alívio curto. Taxas elevadas aumentam o custo da infraestrutura de IA, reduzem avaliações e transmitem pressão ao crédito de empresas e famílias.
A intervenção não travou a subida das taxas
A taxa da obrigação norte-americana a 30 anos regressou a cerca de 5,25% e a de dez anos aproximou-se de 4,71%. O défice supera 6% do PIB, os encargos com juros deverão atingir 1,2 biliões de dólares este ano e a dívida federal já ultrapassou 40 biliões.
Petróleo mantém o risco de inflação
O Brent chegou perto de 95 dólares e negociava em torno de 93,64, com uma subida semanal superior a 5%. O impasse no Golfo e novas ameaças de sanções contra o Irão reduziram a esperança de reabertura plena do estreito de Ormuz.
Ações e dólar refletem a perda de confiança
O índice mundial da MSCI seguia para a maior queda semanal desde meados de julho, enquanto o Nikkei perdia quase 4% na semana. O dólar recuava cerca de 0,9% e o ouro aproximou-se de 4.560 dólares por onça. Os valores são intradiários e podem mudar até ao fecho.
Fonte original
Ler na Reuters ↗