Micróbios terrestres podem sobreviver em zonas protegidas da Lua
A Lua continua demasiado hostil para sustentar a vida terrestre comum, mas pequenas zonas protegidas podem permitir que alguns microrganismos sobrevivam. O resultado obriga futuras missões a tratar contaminação como um problema científico real.
Sobreviver não significa crescer
Os investigadores estudaram cinco fungos e bactérias associados a missões humanas. Alguns poderão manter-se viáveis durante semanas ou meses em zonas protegidas da radiação e das temperaturas extremas. O estudo não demonstrou que consigam crescer, reproduzir-se ou formar um ecossistema na Lua.
Uma simples marca pode criar um microabrigo
Depressões naturais, crateras permanentemente sombreadas e até marcas deixadas por botas ou veículos podem reduzir temporariamente a exposição. Entre os organismos analisados, o fungo Aspergillus niger e a bactéria Deinococcus radiodurans mostraram resistência relevante nas simulações.
As futuras bases terão de controlar o que levam da Terra
Estados Unidos e China planeiam missões e instalações na região do polo sul lunar. Se micróbios terrestres sobreviverem, poderão contaminar amostras, alterar experiências e dificultar a distinção entre material lunar e resíduos biológicos transportados por humanos.