Petróleo cai mais de 5% com esperança de acordo entre EUA e Irão

O mercado está a negociar expectativas políticas, não uma normalização confirmada da oferta, e qualquer novo ataque pode inverter rapidamente a queda.

O que aconteceu

O petróleo começou a semana em forte queda depois de Donald Trump afirmar que os Estados Unidos adiariam um novo ataque ao Irão para tentar concluir rapidamente um acordo. O Brent caiu 5,11%, para 83,44 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate recuou 5,79%, para 79,77 dólares. Os preços tinham subido mais de 20% no mês anterior, após o regresso dos combates, ataques contra petroleiros e limitações à circulação no Golfo. A OPEP+ aprovou entretanto um aumento de cerca de 188 mil barris por dia nas quotas de produção para setembro.

Porque importa

Se o Estreito de Ormuz reabrir e o acordo avançar, a queda do petróleo poderá aliviar a inflação, os combustíveis, os transportes e a pressão sobre os bancos centrais. Se as negociações falharem ou ocorrer um novo ataque, parte da descida poderá ser rapidamente anulada. A volatilidade continua elevada e afeta diretamente empresas, consumidores e governos.

O que acompanhar

As negociações entre Washington e Teerão, a circulação efetiva no Estreito de Ormuz, novos ataques contra navios ou instalações, a produção real da OPEP+ e o impacto nos preços dos combustíveis na Europa.

Fonte original

Ler na Reuters

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