Petróleo e juros da dívida pressionam os mercados mundiais

Energia e financiamento voltaram a pressionar a economia ao mesmo tempo. A combinação aumenta custos empresariais, reduz avaliações e limita a capacidade dos bancos centrais para baixar juros.

As bolsas fecharam uma semana maioritariamente negativa

As ações globais recuaram perante a tensão nos mercados obrigacionistas e a falta de progresso diplomático no Golfo. O índice japonês Nikkei perdeu quase 4% na semana, o STOXX 600 europeu registou a maior queda semanal desde o início de julho e os principais índices norte-americanos também terminaram abaixo do nível da semana anterior.

O petróleo voltou a incorporar o risco de Ormuz

O Brent negociou próximo de 94 dólares por barril na sexta-feira e ganhou mais de 5% durante a semana. A ameaça de novas sanções contra o Irão e a incerteza sobre o estreito de Ormuz mantêm um prémio de risco sobre energia, transporte e produtos refinados.

Taxas elevadas transmitem-se ao resto da economia

A taxa norte-americana a 30 anos aproximou-se de 5,3%, enquanto preocupações com inflação, défice e dívida pública reduziram o efeito das intervenções do Tesouro. Quando a referência soberana sobe, empresas, habitação e investimento pagam mais pelo crédito e projetos de longo prazo precisam de oferecer retornos superiores.

Fonte original

Ler na Reuters

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