Petróleo e obrigações fecham a semana a pressionar mercados e juros
Energia cara e taxas de longo prazo elevadas atingem a economia por duas vias: aumentam custos operacionais e encarecem o financiamento. A combinação reduz avaliações, adia investimentos e limita a margem dos bancos centrais para aliviar a política monetária.
A recuperação de sexta-feira não apagou as perdas
Wall Street subiu na última sessão, mas o S&P 500 perdeu 1,43% durante a semana, o Nasdaq recuou 2,05% e o Dow Jones caiu 0,85%. As oscilações acompanharam as yields da dívida pública, porque uma taxa sem risco mais alta reduz o valor atual dos lucros futuros das empresas.
O Brent subiu pela sexta sessão consecutiva
Os futuros do Brent valorizaram 6,39% na semana e o petróleo voltou a negociar acima dos 93 dólares por barril. A possibilidade de sanções adicionais ao Irão e a redução do tráfego no estreito de Ormuz mantêm o risco de oferta, enquanto combustíveis refinados continuam particularmente apertados.
Os mercados já admitem um BCE perto de 3%
Os investidores antecipam uma subida da taxa de depósito para 2,5% em setembro e atribuem cerca de 60% de probabilidade de chegar a 3% até setembro de 2027. Petróleo, produtos refinados e reservas europeias de gás em mínimos sazonais de mais de uma década podem prolongar a pressão inflacionista.