Portugal: inflação abranda para 3,0%, mas a pressão subjacente aumenta
A descida da inflação geral é positiva, mas a subida da componente subjacente indica que a pressão sobre preços menos voláteis ainda não desapareceu.
O que aconteceu
O Índice de Preços no Consumidor terá aumentado 3,0% em julho face ao mesmo mês de 2025, menos 0,2 pontos percentuais do que em junho. A pressão dos produtos energéticos abrandou de 9,1% para 8,7%, enquanto a inflação dos alimentos não transformados desceu de 5,1% para 3,7%. Contudo, a inflação subjacente, que exclui energia e alimentos não transformados, terá aumentado de 2,5% para 2,6%. Os dados são uma estimativa rápida e poderão ser ajustados na divulgação definitiva.
Porque importa
A descida da inflação geral é positiva para o poder de compra, mas não significa que a pressão sobre os preços esteja resolvida. A subida da inflação subjacente indica que os aumentos continuam a espalhar-se por serviços e outras componentes menos voláteis. Para famílias e pequenas empresas, o alívio nos combustíveis ou alimentos pode ser parcialmente anulado por rendas, serviços e outros custos operacionais.
O que acompanhar
A confirmação dos números definitivos pelo INE, a evolução dos preços da energia e combustíveis, a inflação nos serviços, futuras decisões do Banco Central Europeu e o impacto nos salários reais e no consumo privado.