Receita de IRC em Portugal cai 16,7% no primeiro semestre

A quebra reduz a margem orçamental imediata, mas não deve ser interpretada automaticamente como uma queda equivalente nos lucros das empresas.

O que aconteceu

A receita líquida de IRC atingiu 3.210,3 milhões de euros entre janeiro e junho, menos 643,6 milhões do que no mesmo período de 2025. A quebra homóloga foi de 16,7% e parte da diminuição resulta do aumento de 135,2 milhões de euros nos reembolsos e restituições. Apesar disso, a receita fiscal total do Estado cresceu 1,9%, para 29.089,3 milhões de euros. O IVA aumentou 7,9%, acrescentando 979,3 milhões, e a receita líquida de IRS subiu 3,1%.

Porque importa

A queda do IRC reduz a margem disponível para novas descidas de impostos, apoios extraordinários ou aumentos de despesa. Estes números são apurados em contabilidade pública e dependem do calendário de pagamentos, reembolsos e acertos fiscais; por isso, não equivalem automaticamente a uma quebra idêntica nos lucros das empresas. O crescimento do IVA mostra que o consumo continua a sustentar a receita, mas aumenta a dependência dos impostos indiretos.

O que acompanhar

A execução orçamental de julho e agosto, a evolução dos lucros empresariais, os pagamentos e reembolsos de IRC, o cumprimento da meta orçamental anual e novas decisões sobre IRS, pensões e apoios extraordinários.

Fontes originais

Ler na Entidade OrçamentalLer na Jornal de Negócios

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