Energia faz inflação britânica subir para 2,9%

A subida confirma que a energia continua capaz de inverter rapidamente a descida da inflação. O mercado de trabalho mais fraco e a moderação dos serviços podem limitar efeitos secundários, mas o conflito no Irão mantém o risco de novo aumento dos custos.

Inflação atinge máximo de quatro meses

A taxa homóloga subiu de 2,6% em junho para 2,9% em julho, em linha com a maioria das previsões e ligeiramente acima dos 2,8% antecipados pelo Banco de Inglaterra. O banco central espera agora um pico de 3,2% ainda este ano.

Contas domésticas explicam a subida

O limite máximo que os reguladores permitem às empresas energéticas cobrar aumentou 13%. Em sentido contrário, a inflação dos serviços recuou para 3,4% e a dos alimentos e bebidas não alcoólicas caiu para 1,3%, o valor mais baixo em quase dois anos.

Mercado de trabalho reduz o risco de espiral

A subida salarial mediana concedida pelos empregadores desacelerou para 3,2%. Uma procura de trabalho menos intensa pode impedir que o choque energético se transforme numa sequência prolongada de salários e preços, embora o petróleo tenha voltado a subir nas últimas semanas.

Fonte original

Ler na Reuters

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