Serviços levam a economia da zona euro ao melhor nível em oito meses
A recuperação tornou-se mais ampla, mas continua vulnerável a energia cara, procura externa fraca e nova pressão do Banco Central Europeu.
O que aconteceu
O PMI composto da zona euro subiu de 50,0 em junho para 52,0 em julho, o nível mais elevado em oito meses e a primeira expansão desde março. O índice dos serviços passou de 49,4 para 51,7. As novas encomendas cresceram ao ritmo mais rápido desde novembro e o emprego estabilizou após seis meses de quedas. Alemanha, Itália e Espanha avançaram, enquanto França continuou em contração.
Porque importa
A melhoria dos serviços confirma que a recuperação não depende apenas da produção industrial acumulada. É uma notícia positiva para empresas portuguesas e luxemburguesas ligadas ao comércio e a clientes europeus. Contudo, as exportações continuam fracas, a inflação da zona euro subiu para 2,9% e uma nova subida dos juros do BCE pode travar consumo e investimento.
O que acompanhar
A duração da recuperação nas novas encomendas, preços da energia, exportações, atividade francesa e a reunião de setembro do BCE, para a qual o mercado admite novo aumento da taxa de depósito.
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