Uber constrói rede de mais de 30 parceiros para veículos autónomos
A Uber procura controlar a distribuição e a procura sem voltar a assumir sozinha o custo e o risco de desenvolver a condução autónoma.
O que aconteceu
Um levantamento da TechCrunch identificou mais de 30 empresas de veículos autónomos com as quais a Uber estabeleceu parcerias ou investimentos durante os últimos dois anos. A rede inclui fabricantes automóveis, empresas de condução autónoma, gestores de frotas, operadores de entregas robotizadas e fornecedores de computação. A Uber vendeu a sua unidade Advanced Technologies Group à Aurora em 2020, mas conservou participações e começou a reconstruir a presença no setor através de acordos.
Porque importa
Se a estratégia funcionar, diferentes empresas fornecerão veículos e tecnologia, enquanto a Uber controla a aplicação, os clientes, os pagamentos e parte da operação das frotas. O modelo reduz o risco de investigação interna, mas cria uma rede tecnicamente fragmentada. Acidentes, investigações ou falhas de um parceiro podem atingir a reputação da Uber mesmo quando o software não lhe pertence.
O que acompanhar
O número de viagens realizadas sem operador de segurança, a rentabilidade dos serviços autónomos, os custos de manutenção e carregamento das frotas, investigações sobre acidentes e possíveis conflitos com os motoristas humanos da plataforma.