Máximos históricos em Wall Street enfrentam o teste da inflação e da Fed
A recuperação foi rápida, concentrada e apoiada pelas grandes tecnológicas. O próximo dado de inflação mostrará se os investidores voltaram a pagar demasiado cedo por um cenário de juros estáveis.
Uma subida liderada pela tecnologia
O S&P 500 alcançou o primeiro máximo de fecho em dois meses depois de ganhar 5,75% em quatro sessões, a maior subida desse tipo desde abril de 2025. A valorização anual ultrapassou 13%, apoiada por resultados empresariais fortes e por ações ligadas a semicondutores e centros de dados de IA.
O dado que pode mudar o cenário
Economistas consultados pela Reuters esperam que o CPI de julho avance 3,4% em termos homólogos e que a inflação subjacente fique em 2,5%. Um valor superior ao previsto poderá aumentar a pressão sobre a Reserva Federal, que manteve os juros, mas teve três dos 12 decisores a defender uma subida na última reunião.
Porque as tecnológicas são sensíveis
Juros mais altos reduzem o valor atual dos lucros futuros e tornam as obrigações mais competitivas face às ações. O setor de semicondutores subiu mais de 70% em 2026, mas continuava mais de 15% abaixo do máximo de junho, um sinal de que o entusiasmo com a IA convive com volatilidade e expectativas muito exigentes.
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