INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
Coreia do Sul quer transformar a receita dos chips num fundo para jovens e IA
O Governo propõe guardar receitas fiscais acima da tendência para apoiar emprego, habitação, formação e tecnologias estratégicas.

O fundo liga o crescimento dos semicondutores a problemas que a própria automação pode agravar: entrada no mercado de trabalho, habitação e qualificação. O Governo ainda não anunciou a dimensão oficial e a proposta depende de aprovação parlamentar.
Receitas excecionais seriam guardadas nos anos fortes
O Ministério do Orçamento sul-coreano propôs um Fundo de Resposta ao Futuro financiado sobretudo por receita fiscal que exceda uma referência baseada no crescimento médio dos impostos durante a última década. O mecanismo acumularia recursos quando a cobrança é forte e permitiria utilizá-los em períodos de menor receita.
Jovens e inteligência artificial ficam no centro da proposta
Os programas deverão apoiar emprego, habitação, criação de património, casamento e natalidade, além de investimento em inteligência artificial, desenvolvimento regional e talento. A taxa de desemprego jovem subiu para 6,8% em julho e o Governo reconhece que a automação pode tornar a entrada no mercado de trabalho mais difícil.
O tamanho divulgado pela imprensa não é oficial
O Governo não indicou um valor. Meios sul-coreanos estimam que o fundo possa superar 100 biliões de won, cerca de 72 mil milhões de dólares, mas esse número depende de projeções fiscais e de outras entradas. A legislação deverá seguir para o parlamento com a proposta de Orçamento de 2027.







